sexta-feira, 3 de abril de 2009


E eu era muito pequena e queria porque queria uma caixa de lápis de cor.
Era tudo o que eu queria. Depois de todas as prendas a cara fechada. Sem cores. E o pai perguntou da tristeza. Falei-lhe das cores que não vinham...
Saíu de casa com o seu sobretudo que o protegia de tudo, na noite já fechada a preto e branco, e voltou colorido, com aquela que seria a minha primeira caixa Caran D' Ache. Não soube desenhar-te, Pai. Começo agora, aos poucos, em traços leves, a perceber que não existem sobretudos que nos protejam. E que as cores eras tu. Agora eu, a preto e branco.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Eras o maior. És. Não me sei despedir. Não quero. Não consigo. Estiveste sempre lá para mim...
A mesma direcção, o mesmo sentido, os mesmos valores. Em todos os instantes.
Fala comigo. Não me deixes aqui assim. Não sei ficar sem ti. Sem te olhar. Sem te tocar.
Será que agora voas? Com asas de verdade? Daquelas que me ensinaste?
És a minha vida toda. Desde que nasci. E agora? O que fazemos às recordações?
Passam a ser álbuns de retratos?
Pai... tudo o que aprendi com os teus olhos... é tudo o que sou... ou tento ser...
mas... já não tenho casa...
A minha médica diz que todos temos o direito de nos perdermos e de nos descompensarmos, principalmente em situações de crise...

A minha mãe diz que devo ir buscar força à Fé...

O meu filho diz para me agarrar à família e aos amigos que estão perto...

Eu... não digo nada...

Ainda não acordei para as palavras.

terça-feira, 17 de março de 2009


A morte é sobre ir-se abaixo. Temos de nos ir abaixo para nos podermos reconstruir.

O meu pai morreu e eu já não sou a mesma pessoa. Sou uma pessoa sem pai.

Já nem sei bem o que sou. Nada agora faz sentido.

A música tem outro ritmo que não é o meu.

Alguém apagou as luzes e eu não vejo nada.

A não ser o medo. E a tristeza que queima.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O2

Uma molécula apenas. Dois átomos juntinhos. Vitais.

Vende-se em garrafas artilhadas. 3mg durante a noite/1,5mg de dia.

No entanto não penetra em brônquios congestionados, cansados e sem força para exsudar.

Tira-me o ar, vê-lo ali comprimido nas garrafas e, em falsete, tentar e não ser já capaz de oxigenar as células que se fazem frias e roxas...

Tira-me o ar sentir que o oxigénio deixa de ser vital quando já não se tem força...

Quase que parece aqueles amigos que só estão na altura dos copos...




sábado, 14 de fevereiro de 2009



"Amante" é alguém ou algo que nos faz namorar a vida...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ficamos estupidamente impotentes com a morte.
Encarcerados num turbilhão de sentimentos de angústia, tristeza, culpa, pequenez, revolta e dor. Muita dor...
Por isso acredito no Pai Natal e Na Fada dos Dentes e até no Coelho da Páscoa.
E em tudo o mais que sirva de paliativo.
Mas principalmente em Anjos da Guarda e no meu Deus com riso de criança,
sempre comigo...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

É neste meu espaço em que sou livre que amo as palavras que não digo.
Aqui, onde mora a noite e as crianças dormem, exorcizo idéias que teimam em me acompanhar.
Danço e invento melodias surdas que me adormecem...
Simultaneamente só e acompanhada por múltiplas cores a quem dou abrigo.
Perdida entre verbos complexos como o verbo "amar"...
descobrindo afinal o seu sentido,
ou simples advérbios que travam o tempo devagar
e me recordam o sabor do que foi vivido...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Gosto de ti todos os dias...
Quando te penso e quando não te penso...
Na leveza dos momentos felizes e até nos impossíveis...
Gosto do riso dos olhos que calam palavras,
do que fazes e do que deixas de fazer...
Gosto da multidão que és...
E sei que jamais conseguirei adormecer a certeza
de gostar de ti todos os dias que me faltam...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009



É mais POSITIVO dizer aos outros que nos magoaram do que atacá-los...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ano Novo! Casa Nova! Vida Nova!...

Sempre vivi aliando a realidade à fantasia, essencial para mim.
Sempre achei que o sonho era a brisa apimentada dos meus dias.
Continuo...
Os anos que por mim passam não me roubam a levitação nem o êxtase.
Abraço, crente, uma sensação como se fosse a primeira vez.
Tudo é sempre uma primeira vez, ainda que repetido...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vistam-se as estrelas a rigor,
icem bandeiras, toquem melodias...
renovem-se as preces de todos os dias
e ainda que a medo solte-se o amor...
É o novo ano que chega
trazendo consigo sorrisos escondidos,
sons enfeitados, telas por colorir...
e que a alma, ávida de esperança,
corajosa abrace o que há-de vir!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Natal significa "nascimento".
Que neste Natal façamos nascer coisas boas.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008



Ontem caíu um dente ao Martim. Já não devem faltar muitos. De repente dei por mim a pensar que cada dente que lhes caía era tão normal que nem me apercebi que um dia seria o último... E assim vão crescendo sem darmos conta, atarefados que andamos com "coisas muito mais importantes"...

Resolvi então dar muita importância a este dente que ele insistia em pôr debaixo do tapete para a Fada dos Dentes lhe deixar um euro em troca...

A Fada, ocupada que estava em corrigir testes, esqueceu-se da troca e o dente permanece debaixo do tapete... levá-lo-á talvez hoje para o reino dos dentes, lá, onde se fabrica o marfim...

Mas a questão é bem outra... é novamente o tempo que não pára. Teimoso e rápido demais. Leva os dentes de leite e com eles as crianças, para se fazerem Homens.

E por isso os dentes que faltam cair ao Martim serão mais valorizados. Desde o dia em que começarem a abanar, devagarinho, até estarem quase a cair... Que é para ver se o tempo não corre tão depressa e ainda vou a tempo de deixar os testes de lado e embalar os meus filhos...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008



Tínhamos quatro ciclos de vida para cumprir... e ainda assim era pouco...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Não sabia que era revolucionária. Contestatária sim, mas revolucionária não. Quando era pequena todos diziam que eu "era do contra" , mas nunca me senti "da revolução"...
Hoje sim. Abraço irrefutavelmente uma luta. Ou várias. Mas hoje, em concreto, a luta pela educação pública e digna. A luta por um sistema que vise educar gerações responsáveis e conscientes. A luta por princípios básicos. A luta pelo que é justo. E dou a cara e a alma por aquilo que acredito. Como acredito no amor. E dou a cara por ele. E a alma.
Nunca "areei" o que quer que fosse... nem conhecia sequer tal palavra (assumo a ignorância...)
Estreei-me com uma panela de fondue... nada melhor... entranhada de óleos fedorentos...
Batalhei horas para ganhar o brilho de uma panela que parecia rir de mim...
E depois do esforço e do tempo despendido pensei nas horas mal gastas que a vida tem...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Quantas vezes me disseste para não fazer isto ou aquilo?
Quantas? Essas tantas me avisaste....
Mas escorrego tantas outras. Os dias são mesmo assim.
E nada seria o mesmo se da queda não vingasse um melhor pedaço de mim...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tu sabes como se ama um som...
Relembra comigo o sabor das maçãs...
acres mas maduras
ácidas mas perenes
como o sabor da nossa paixão...
Deves estar a chegar...

A aragem lembra-te.

E eu quero confiar nessa memória que semeámos, tu e eu...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Já terei morrido muitas vezes...
sempre que o frio me entranhou a alma
e me sagrei espessa como o caos...

domingo, 9 de novembro de 2008

Alguém devia dizer à Senhora Ministra da Educação que a escravatura em Portugal foi abolida em 1869 (facto de que muito me orgulho, sendo portuguesa, uma vez ter sido dos primeiros países a decretar esse princípio nobre).
Talvez alguém o devesse dizer também ao mui nobre Primeiro Ministro, principal mentor e ditador desta reforma educativa a que a sua Ministra obedece cegamente, enquanto sua "empregada".
É que os professores estão a ficar cansados. Mesmo muito cansados. De tantas reformas, umas atrás das outras, que vão minando o Ensino em Portugal cada vez mais.
Estão a ficar revoltados "à séria", porque se sentem "escravos do papel", escravos de horas perdidas em relatórios ridículos e grelhas amorfas, obscenas e impraticáveis. Escravos de uma política economicista e tecnocrata. Escravos de uma postura "anti-docente" praticada por este governo que os desrespeita.
Os professores querem ser livres para poderem fazer aquilo que escolheram fazer: Ensinar a Aprender.
Ontem naquela manifestação de 120.000 professores não pude deixar de pensar numa coisa: estavam ali reunidos muitos licenciados, muitos mestrados e até muitos doutorados...com tanta sapiência unida, saberemos concerteza "desalgemar-mo-nos"...
Alguém devia avisar a Senhora Ministra...

sábado, 8 de novembro de 2008



"...Há quem tenha a mania de escutar o que a alma diz...

...e há quem seja alheio a ela e seja muito mais feliz...

...se te perco, perco o Norte e todos os outros cardeais...

...perco a alma, perco o peito, eu nem sei direito o que eu perco mais..."

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


Antigamente o Professor era um mestre.

Levantavamo-nos das carteiras assim que ele entrava para lhe dar os bons-dias.

Depois acharam que isso reflectia um Estado de direita e que incutia idéias fascizantes na cabeça das crianças...

Hoje o Professor é um palhaço.

Os alunos continuam a levantar-se das carteiras, mas sempre que lhes apetece, por tudo e por nada, até para lhe bater...

As batas brancas que poupavam as roupas e mantinham democraticamente equidade entre os discentes, escondendo de igual forma marcas caras e debotados, desapareceram...

A noção enraizada de que aprender era necessário ao futuro de cada um, desapareceu...

O respeito a quem nos ensinava a aprender, também desapareceu...

Apareceram outras idéias...

E depois de reformas atrás de reformas surge agora a mais fascizante de todas, ainda que por incrível que pareça, seja fomentada por um partido dito de esquerda, democrático e liberal...

Agora o mestre de antigamente vive estrangulado, num regime burocrático e opressor, que viola de forma grosseira todas as regras a que o processo de ensino-aprendizagem deve obedecer.

E eu pergunto: até quando?...


Sou esta estrada que não acaba

engenho e luz a insubordinar a alma...

Sílaba a sílaba me descubro a cada dia

e quando já pensava saber tudo

eis que me celebro ao vento, inteiro e limpo,

como tu...


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Será hereditária esta complacência? Terei herdado este sofrer calado?...
Queria agora que a minha citosina trocasse de par, para maiores serem as combinações e probabilidades...
Não aceito esse gene passivo que me atormenta. Agarro um outro, congénito ou não, que me levará a maiores conquistas...
E montada num cromossoma rebelde, sonho vitórias coroadas de paz, de riso e de esperança...


Na quinta do meu tio havia um cantinho onde eu inventava brincadeiras. Era pequena. E tinha sonhos grandes que nunca agarrei. Mas a mão forte de meu pai permanece na minha memória...quando me arrancava do lago dos girinos e me punha às cavalitas porque eu tinha medo das lagartixas... Ainda hoje tenho...rastejantes pequenos mas assustadores...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008



Às vezes sinto-me "num cemitério de pianos"... Com TUDO à minha frente e sem poder fazer NADA...

Caio de exaustão, de joelhos sobre a areia quente, e peço-te colo...

sábado, 18 de outubro de 2008

Ainda volto a lhe escrever. Uma vez mais. Ainda que parcas as palavras. Ainda que seja morto o som da noite do beijo... Podia pedir-lhe baixinho mais um dia... mas não pode mais meu coração olhar p'ra mim... E assim me despeço, minha poesia, sai do meu peito e semeia emoção noutro lugar... Canta alto e leve... ama por favor... sempre mais...
É esta cinza que dói que hoje me embala. E eu sei que um amor só é grande se for triste (disseram-me)... mas não posso mais levar este barco...
É esta a nossa hora...
Saiam todos... nós somos muita coisa... mas não vamos falar sequer... apenas fazer um abraço apertado, fechar os olhos... e fingir que somos apenas papoilas ao vento a dançar...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008



Hoje lembrei-me de coisas de infância. Coisas que não me lembrava há muito. O Miguel Frasquilho a tocar piano comigo na Academia e um livro que a minha mãe me lia de noite e que eu adorava: "O boneco Teófilo"...
E depois ri sozinha das duas lembranças... " Miguel Frasquilho e o boneco Teófilo"...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tive um dia uma avó. Daquelas que têm caixas de bolachas, se vestem de preto, sabem tudo sobre as missas e escondem notas de escudos para distribuir pelos netos... Tive uma avó assim... que me mimava mais que tudo e me acordava com uma bolacha Maria nos lábios a dizer: "acorda, meu doce..."... Essa avó teve que ir para um lugar que eu não queria e vi-a partir sem nada poder fazer para a manter aqui... Hoje sei que continua comigo. Até hoje, 25 anos passados, continua pertinho... ainda me acorda de vez em quando e me deita nas noites mais difíceis. Sou muitas coisas por causa dela. E por causa dela também sei que o colo acaricia a alma, tal como o cheiro a limão do bolo que havia quando eu era menina...



Gostar de alguém... quando ficamos com aquele ar asmático, aparvalhado, como se de repente deixasse de haver vascularização cerebral... e estáticos afundamos no olhar de alguém... quando o infinito é aquela pessoa... quando acreditamos sempre... e tudo parece apenas uma diástole sem consequências... é bombear o que faz sentido... sístoles rítmicas ou arrítmicas mas perfeitas... gostar de alguém...

domingo, 12 de outubro de 2008

Li há pouco um qualquer texto sobre o "namorídeo"... expressão usada para aqueles que nem namoram nem deixam de o fazer... estas relações ditas modernas em que cada um tem a sua vida e se encontram quando não há mais nada interessante para se fazer...
Peço desculpa por ser do tempo em que se chegava a casa e era bom o cheiro aconchegante do jantar e igualmente boa a conversa à mesa, partilha entre pais, irmãos e filhos, mas mais importante que tudo, entre gente que se amava e efectivamente NAMORAVA...
Namorar é afagar o outro, entregar-se e fazer o pino para lhe roubar um sorriso...
Cresci a ver o "namoro" dos meus pais e a querer namorar assim...

sábado, 11 de outubro de 2008



- SAWABONA!

- SHIKOBA...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Andava a evitar tocar no assunto que me consome, a (des)avaliação docente, mas é mais forte que eu... A pressão que este "modelo" exerce sobre nós, professores, obrigando-nos a assumir onus de realidades que nos transcendem, valorizando cargos em detrimento de competências científicas, técnicas e pedagógicas, incentivando reacções de melindre entre colegas e, baseando-se em documentos demagógicos que apenas visam o protagonismo de actores políticos (com vista a angariar militância junto de uma opinião pública alheia à verdadeira realidade escolar), ESTÁ A DAR CABO DE MIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O que se passa não é mais que uma estratégia de interiorização de obediência, levando os professores, por natureza cumpridores, a uma servidão cega (já no "Admirável Mundo Novo" se falava algo do género... robotizar mentes, fabricar mão de obra, dominar, esmagar, etc etc etc...).
Vejo-me hoje num sítio que não é o meu. A Escola existe como veículo de Ensinar, Formar e Educar, e não como meio burocratizante que demite os professores daquilo a que se propuseram e dedicaram incondicionalmente ao longo da suas carreiras até hoje.
É URGENTE parar! E que pela primeira vez, na história da carreira docente se ouçam a vozes dos professores dizerem: NÃO FAÇO!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008



Os anos colam-se à pele ,

indeléveis,

únicos e nossos...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Às vezes é preciso voltar para ver que tomámos a decisão certa em ter partido...

domingo, 21 de setembro de 2008

Hoje em dia fidelidade... só nos aparelhos de som...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O longe nunca seria tão bom se não pudessemos sempre voltar para casa...



Quase tudo tem conserto... ainda que no momento não o saibamos...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Os beijos são homeopáticos...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

É assim o amor puro. Ama com febre, sem limites nem barreiras. Entrega-se incondicionalmente. Basta-se a si mesmo porque deseja apenas amar!
Vivam estes amores em extinção!

Devia fundar-se uma associação em prol do amor puro. Como aquelas organizações ambientalistas que defendem os animais e protegem a Natureza.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tudo é apenas tempo...

sábado, 9 de agosto de 2008



De há tanto tempo caladas, estavam roucas as teclas do meu piano. Como vozes escondidas, silenciadas no peito.

Toquei-lhes ao de leve, quase com medo... responderam sorrindo, contando da saudade de se fazerem ouvir.

Então a casa ficou mais alegre e as crianças riram. Entoando com os olhos cantigas de amor...



Hoje estou feliz. Agora. A esta hora. E é sempre e só assim que se consegue. Não existe SER feliz. Apenas ESTAR. Aqui e ali. Momentos fugazes.
Que ao querermos agarrar tornamos eternos numa memória carinhosa que de vez em quando chega para nos fazer cócegas...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Quero partir... esta não é mais a minha casa.
Sem abrigo,
partirei em busca de uma
cujo chão me embale
e no tecto se desenhem loucas estrelas...



Mãe...
pilar de força,
mural desenhado pela vida...
vaso de nós, flores do campo,
ávidas de sol...
É um tempo leve,
este em que o sal se faz tua boca
e a areia me corre nas veias devagar...

quarta-feira, 23 de julho de 2008



I'm in the middle of nowhere...

somewhere between something and something else...