segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tive um dia uma avó. Daquelas que têm caixas de bolachas, se vestem de preto, sabem tudo sobre as missas e escondem notas de escudos para distribuir pelos netos... Tive uma avó assim... que me mimava mais que tudo e me acordava com uma bolacha Maria nos lábios a dizer: "acorda, meu doce..."... Essa avó teve que ir para um lugar que eu não queria e vi-a partir sem nada poder fazer para a manter aqui... Hoje sei que continua comigo. Até hoje, 25 anos passados, continua pertinho... ainda me acorda de vez em quando e me deita nas noites mais difíceis. Sou muitas coisas por causa dela. E por causa dela também sei que o colo acaricia a alma, tal como o cheiro a limão do bolo que havia quando eu era menina...

4 comentários:

Maria Manuel Guerreiro disse...

Também tive uma avó assim. A avó Emilia (mãe 'dji papai';). Aliás, tudo o que sei sobre estórias de encantar, príncipes e princesas, nozes mágicas e dragões, ventos que falam, árvores que dançam, reinos de ouro e cristal e tantas outras coisas mágicas, foi ela que me contou. Também mágica, cristalina e doce. E acho fantástico falar dela, hoje, aqui..:)))

Maguetas disse...

Vivam as avós, mulheres de força e magia!

Anónimo disse...

Saudades das avôs que da vidas dificeis nos transmitem paz, carinho e amor infinito
Não vejo a hora de cumprir esse meu papel para retribuir o tanto que recebi.
Neves

Vap disse...

Abençoados aqueles que têm a sorte de ter uma avó!