segunda-feira, 26 de abril de 2010


Li há pouco tempo que se amarmos seremos amados, se dermos receberemos...
Será?!
E se magoarmos seremos magoados?
Nah... já viram como seria a Vida justa se assim fosse?

terça-feira, 20 de abril de 2010


Happy Birthday... wherever you are...

sábado, 17 de abril de 2010

Este não foi um ano fácil. Foi Outono sempre. Cada hora era hora de naufrágio.
Todos os dias o teu rosto afogado entre retratos e velhas memórias.
Todos os dias a lutar contra uma saudade dorida de auroras frias.
Todos os dias a perder-me em ti em vez de me ganhar por te ter dentro de mim.
Porque se Deus te tem nos Seus braços, eu tenho-te no coração.
Mas a saudade dói até ser Verão. Até se poder sorrir com ela ao fim da tarde.
E ainda chove em mim, pai. Ainda chove em mim...

terça-feira, 13 de abril de 2010


Era o mar, o teu cabelo de miúdo aos caracóis...
Era a vaga que naveguei neste barco de papel onde hoje me afundo...

sábado, 3 de abril de 2010

Era uma vez um rei que tinha três filhos.
Quando a filha mais velha atingiu a maioridade, o rei mandou-a sair do Reino em busca de conhecimento e novas realidades. Passado pouco tempo a princesa voltou, montada num belo coche forrado a ouro e diamantes, conduzido por um garboso príncipe que vinha pedir a sua mão em casamento.
O rei, mandou então o seu filho do meio com a mesma missão para fora do castelo. Passado algum tempo o jovem príncipe voltou, montado num robusto e branco corcel, embainhando orgulhoso à cintura uma espada com o selo do Reino.
Chegara a hora de enviar ao mundo a sua pequena princesa por quem ele nutria um carinho especial. Dizia-se no Reino ser a sua filha favorita por encher de cor os seus dias com as suas constantes brincadeiras.
Foi num dia cinzento que o rei viu partir, do alto da torre do castelo, a sua princezinha, deixando rolar dos seus olhos azuis, grossas lágrimas de mar salgado.
Os dias passavam e a princesa não voltava. Todos os dias o rei esperava do alto da torre com os olhos postos no horizonte. A esperança de voltar a ver a princezinha ía-se desvanecendo e a tristeza emudecia a sua boca e tornava brancos os seus cabelos.
Um dia, passado muito tempo, num fim de tarde solarengo, o rei viu um vulto que se aproximava a pé dos muros do castelo.
Embora não acreditasse poder ser a sua filha, o rei desceu rapidamente as longas escadas da torre, correndo ao seu encontro animado por uma esperança adormecida.
Foi quando reconheceu no vulto a pequena princesa, que voltara como tinha partido, mas rodeada de centenas de coloridas borboletas que voavam em seu redor.

segunda-feira, 29 de março de 2010

No calendário cristão esta é uma época de reflexão e reconciliação consigo e com o próximo.
Ninguém nos conhece melhor que nós mesmos.
Ninguém sabe melhor cada defeito e cada qualidade.
No entanto, existem sempre pessoas que vivem para apontar o dedo e acusar o outro, muitas vezes daquilo que eles próprios escondem, projectando assim as suas mágoas/angústias/segredos/dúvidas (etc)...
É mais fácil julgar o outro apontando-lhe o dedo do que olhar no espelho e reconhecer em nós o que deve ser mudado. Porque mudar custa tanto ou mais que assumir uma falha.
Esquecemo-nos constantemente que as palavras que proferimos, embora o vento as leve, passam primeiro pelo outro deixando marcas.
Esquecemo-nos constantemente de tudo menos de nós próprios...
Não quero ser melhor que ninguém, apenas que eu própria... um bocadinho todos os dias...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Voa, meu beija-flor, voa hoje um pouco mais longe...
Entoa o teu canto miúdo de asas ao vento abertas.
E volta ainda mais colorido, se possível breve,
ao ninho que chora já a tua ausência...
Mas voa, pássaro de fogo,
e escreve nos ares a tua melodia de menino encantado
que me faz sorrir...
Promete-me porém que serás tímido nos vôos a pique,
já que não estarei lá para te amparar a queda...
Se bem que ouvirás sempre no peito
a minha canção de embalar...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Deixaram-se ver, as primeiras papoilas, sem ser Verão ainda...
Olhei-as devagar, como que a levá-las à boca,
numa carícia terna de pétalas de veludo que se fazem mãos...
As tuas...
Assim a fazer lembrar um campo de girassóis quando ainda era eu a tua morada...

sexta-feira, 19 de março de 2010



Escrevo-te mais uma vez, pai.
Gosto de pensar nas brincadeiras que fazíamos.
Gosto de lembrar o teu sorriso, sempre.
Gosto de pensar que um dia estarás lá, à minha espera.
Os teus dias são todos. Não apenas hoje.
Desculpa. Sei que não gostas de me ver chorar.
Beijo à esquimó...

terça-feira, 16 de março de 2010

Não percebo como o amor se torna ódio. Nunca percebi.
Como é que pessoas que se tocaram tão dentro, inflamando coloridas bandeiras com cheiro a sal do mar, se passam a odiar com olhares viscerais fétidos de sangue?
Serão os sentimentos humanos um continuum de cores qual espectro de luz?
Eu não odeio ninguém que tenha amado. Prefiro o mar!

sexta-feira, 5 de março de 2010


Existe um livro onde te escrevo.
Palavras carregadas de momentos.
Nenhuma cumpre, nenhuma encerra aquilo que és.
Nem sei porque te escrevo se não há palavras que te digam.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Haverá algo melhor que afectos pendurados nas lâmpadas de um velho lustre?
Caindo como pendentes espalhando carinho na sala...
Risos embriagados de doces palavras...
Mãos que se dão, olhares que se trocam...
Trovas de amores diversos que a noite guarda...
É isso a Vida, afinal!
A dança dos poemas que calamos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Quando eu morrer quero encontrar-te.
Dobrar a esquina e ver-te ali, assim, sorriso aberto e feliz como gosto de te imaginar...
Sinto-te todos os dias sem te ver.
Beijo-te à noite para dormir em paz.
E hoje sigo, de mãos dadas, com a garganta apertada, como quando me deixaste na escola pela primeira vez.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

E acordei com o sol ao meu lado como há muito tempo não acontecia.
Mas essa não foi a melhor parte. A melhor parte foi o arco-íris que me mandaste de presente, inteirinho só para mim!
Assim a fazer lembrar a caixa de lápis de cor que faz hoje muitos anos me ofereceste.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Aproximam-se dias difíceis de contornar sem o egoísmo da dor da ausência.
E mesmo sabendo que me ensinaste o direito de dançar a vida,
fico assim, cheia de noite e de ninguém...
Meu pedaço de estrela escondido
os meus braços não chegam para te abraçar...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

How many times can we fall in love?
How many loves make a life?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


Simplesmente hilariante...
E no MÍNIMO ridículo...
Só tu para me fazeres rir nos tempos que correm...
Eheheheheheheh....

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Voltei...
E foi junto a esta Lagoa que, segundo reza a lenda, resulta das lágrimas misturadas da princesa Antília e do jovem pastor, que lembrei os meus amores.
Todos eles. Os possíveis e os impossíveis. Os maiores e os menores.
Porque todos foram importantes no meu percurso de vida e fizeram de mim o que sou hoje.
Voltei... para os meus amores presentes e futuros.
E para ti, que continuo a amar.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Vou de viagem...
Adeus e até ao meu regresso...

sábado, 23 de janeiro de 2010

(A propósito do post anterior...)

A vida (e a morte...) ensinam-nos a olhar as coisas de maneira diferente.
É certo que cruzar-mo-nos com um manipulador de sentimentos nos deixa no chão.
Mas também é certo que não vale a pena gastarmos a nossa energia com quem não merece.
Saímos, tristes e magoados, mas levantamos a cabeça e sorrimos ao futuro.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Histórias para ti (1)


O mal foi o meu pai não me ter ensinado que existiam pessoas como tu.
Nunca entendi o porquê das pessoas se usarem.
É um perigo amar um manipulador de sentimentos.
Corremos o risco de ficar assim... sem cor...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fez-se luz!

Ontem aconteceu-me uma coisa extraordinária.
De repente, uma dor alucinante no peito e alguma dificuldade em respirar, levaram-me à urgência do hospital.
Tensão de 17! O médico de plantão assustou-me e depois de me ter dado um comprimido, advertiu-me que não me deixaria sair dali enquanto tudo aquilo não estabilizasse.
Passou-me tudo pela cabeça naquele momento: que estava na minha hora, que tinha que dizer às pessoas importantes que o tinham sido, que os meus filhos tinham que ficar bem entregues... enfim!...
Durante aquele rodopio de médicos e enfermeiras à minha volta, tive pela primeira vez na vida medo de morrer e a minha cabeça viajou.
E foi realmente extraordinário o que aconteceu. Nada é por acaso. Nem nunca foi.
E naquela hora vi finalmente quem era importante ver e quem me andou a enganar este tempo todo.
Obrigada, meu Deus, pelas "linhas tortas" com que escreves.
Eternamente grata, esta tua filha.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ano Novo, Vida Nova!


Início de Ano é época de reflexão sobre o que passou no ano transacto.
É também nesta época que se abraçam propósitos para o novo ano que chegou.
Reflexão: Apesar de ter sido muito mais vezes infeliz do que feliz no ano que passou,
os bocadinhos felizes valeram a pena.
Propósitos: Ser cada vez mais como o meu pai
Acreditar cada vez mais no Ser Humano
Continuar a acreditar na magia do Amor
Desvalorizar o que não é importante
Abraçar a vida e sorrir o mais possível

sábado, 9 de janeiro de 2010

Um dos meus propósitos para 2010 é ser cada vez mais parecida com o meu pai.
O meu pai era talvez a pessoa mais justa que conheci.
Penso que ontem Portugal deu um passo importante no que diz respeito a justiça.
Fez-me lembrar o orgulho que senti quando soube que Portugal tinha sido dos primeiros países a abolir a pena de morte e a escravatura.
Na minha maneira de ver, quem se ache com o poder de julgar, quem pode ou não unir-se a quem muito bem quer ou lhe apetece, esse sim é um ser perverso.
Quem sou eu para ter pretensões a legislar o amor alheio?
E eu, que nem gosto do Sócrates, devo dizer que ontem referiu aquilo que me parece ser o mais importante no meio de tudo isto: é que nada disto afecta ou prejudica ninguém e apenas pode beneficiar os interessados.
Vamos agarrar 2010 com sentimentos mais humanos, boa?

domingo, 27 de dezembro de 2009

OBRIGADA a todos os amigos, que neste Natal tentaram com seus gestos e palavras, diminuir um pouco a estranheza de ser o primeiro.

OBRIGADA àqueles que há muito não sabia deles e que este ano fizeram questão de estar presentes.

OBRIGADA pelo apoio, compreensão e pelo colo, que sendo sempre bem-vindo, se torna especial nos momentos de maior dor.

É nestes momentos que sabemos quem são os nossos verdadeiros amigos. MUITO OBRIGADA!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

E é sempre o mar que busco e páro a contemplar na sua beleza compassada de vagas brandas...
É sempre a ele que recorro para te encontrar...
A areia que se molda aos pés a querer fazer lembrar o teu colo...
E a cantilena pausada das mesmas ondas onde me ensinaste a nadar...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E hoje é festa cá em casa!
O Martim fez o seu primeiro bolo e vamos sentar-nos à mesa e celebrar a(s) vida(s) da tia Lídia.
E sei que ela vai estar presente, como de resto todos estarão, na ceia de Natal connosco.
Cantando a nosso lado, rindo e embalando as memórias de um caminho que se faz cada vez mais curto...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Este vai ser um Natal diferente...
Não estás cá, pela primeira vez.
Os dias passam e a saudade cresce.
Neste Natal estarão presentes todas as memórias dos Natais passados.
E também a dor de não poder voltar atrás nunca mais e sentir o teu abraço quente.
Contudo, tu és o próprio Natal e o que ele encerra: o Amor, a Paz, a Harmonia...
E sei que estarás em uníssono connosco quando cantarmos a Noite Feliz.
Há muito tempo que não escrevo... deixei passar o dia de anos do Martim... Que dizer?... Que os anos passam e que nem damos por eles e que de repente os bébés se fazem crianças e adolescentes e um dia serão Homens... e que tudo passa depressa demais.
O meu "Tintim" entrou oficialmente na "idade do armário" (já?!), mas continua o mesmo de sempre, a fazer-me sorrir com as suas "espanholices"... Sou a mãe mais feliz do mundo!

domingo, 25 de outubro de 2009

Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo...

Mas podemos sempre recomeçar do ponto onde estamos

e tentar um novo final...

terça-feira, 20 de outubro de 2009



Um dia a brisa levará a música que toco,

falará de ti a quem não entende

e teremos morrido em vão...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Acabei de ler um livro de neurobiologia em que eram referidas, constantemente, as relações directas entre aquilo a que chamamos "físico" e aquilo a que chamamos "psicológico".
Reza o dito livro que, toda e qualquer sensação se reverterá obrigatoriamente numa consequência física, boa ou má consoante a sensação.
Assim, por hipótese, sentimentos de tristeza e raiva farão produzir baixa concentração de serotonina que se traduzirá em diversas formas de mal estar físico.
Ao contrário, sentimentos de alegria e sucesso, paixão e bondade, farão aumentar a concentração da mesma substância tendo como consequência um bem estar físico.
Pois digo eu, que tão certa como a frase que desde sempre nos habituámos a ouvir: "NÓS SOMOS O QUE COMEMOS", é também esta outra que nos deveria fazer parar para pensar: "NÓS SOMOS O QUE SENTIMOS".
Por isso, é melhor irmos abrindo o nosso coração, antes que um cardiologista o faça...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Saudade... é o amor que ficou...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Quando estou contigo desligo-me das coisas pequenas e reais e sinto que Deus está a chegar...
Quando estás comigo eu sou o próprio Deus feito gente a transbordar de cor...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Faz hoje 6 meses que o meu pai morreu. Desde então tem-se tornado cada vez mais difícil lidar com perdas irreversíveis. A morte do meu pai fez-me sentir na pele uma revolta contra o tempo, que nos rouba definitivamente momentos bons e felizes, para sempre intocáveis. Acordo muitas vezes a chorar por esses momentos.
Há dias, em conversa com uma amiga, dizia-me ela aquelas coisas sensatas que toda a gente diz nestas ocasiões: que eu tinha que me sentir feliz por todas as coisas boas que se passaram... que me devia sentir grata e enriquecida por terem acontecido... e que talvez não fosse má ideia tomar um antidepressivo para dar um empurrãozinho...
Quando lhe estava a responder, aconteceu uma coisa muito engraçada... Comecei a frase assim: "Sabes, desde a VIDA do meu pai... (...???!!!), ...ops...desculpa... queria dizer desde a MORTE do meu pai que..."
Acontece que nada é por acaso nesta vida e fez-me pensar que realmente os últimos tempos de vida do meu pai eram mais uma morte. E que se calhar, agora, onde quer que ele esteja se sentirá mais vivo e feliz. Quero acreditar que sim.
No entanto, não há remédio que apague a dor da saudade. Sofremos sempre, não por aquilo que se viveu, mas por tudo o resto que foi sonhado e nunca se cumpriu.
Obrigada, pai! Por continuares a ensinar-me que cada minuto é precioso. E que o amor não foi feito para se guardar numa caixa, mas sim para se espalhar. Bem como o sorriso e o peito puro!
Beijo à esquimó.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Há quem diga que as pessoas nunca mudam. Pois não concordo. Acredito que muito da nossa essência se mantém, mas mal seria de nós se não evoluíssemos nunca.
Acabei de ler um livro que diz que nada como um nascimento ou uma morte para alterar os nossos conceitos e a nossa maneira de olhar a vida. Pois concordo em absoluto...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O pai e a filha iam de mãos dadas. Dadas um ao outro. Ela dava-lhe a mão como que a pedir colo... ele dava-lhe a mão como se fosse uma casa... uma casa grande e segura onde tudo era bom e terno. E sorriam um ao outro de mãos dadas.
E assim foi sendo sempre... o tempo a passar e as mãos sempre dadas... a sorrirem.
Num dia triste o pai adoeceu e as mãos tolhidas do corpo doente já se não davam da mesma maneira. A filha beijava-lhe a testa como que a dar-lhe a mão. Dele, não se sabia se a recebia...
Num dia ainda mais triste em que o corpo não aguentava mais aprisionar a alma que se quer livre, a mão do pai abriu-se e a filha agarrou-a com força, como que a dar-lhe o que fosse preciso... Então do rosto do pai escorreu uma lágrima e partiu... Dela, não se sabe mais nada...

domingo, 26 de julho de 2009

- Fala-me dele, falas?
- Está bem, mas com uma condição: não me interrompas...


Ele ria com os olhos... estava sempre a rir com os olhos... a vida para ele era uma festa vivida a cada dia. Nunca se exaltava, trazia consigo a calma da brisa morna de um fim de tarde de Verão. Tinha sempre uma palavra meiga... uma piada... Cheirava a perfume e chamava-me "Voca". Só ele me chamava assim... Quando passeava com ele, os amigos pareciam saltar, quais pipocas, de todos os cantos e recantos da rua. Todos gostavam muito dele... Então dizia-me: "Os amigos são um tesouro!"... e os olhos a rirem à gargalhada... Foi ele que me ensinou a ter o coração grande. Assim como no desenho. Tão grande que às vezes nem cabe dentro de mim. "Faz o Bem, apesar de tudo, Patanisca" - dizia-me... e ria... ria muito... com os olhos... e fazia-me rir também. E por causa dele hoje sinto muitas coisas e sou muitas coisas. E digo e mostro o que sinto e sou. Tenho muitas saudades dos olhos a rirem muito e dos abraços quentes... tenho muitas saudades de rir com os olhos...
E por causa dele eu amo. Todos os dias aprendo a amar. O amor aprende-se. Não basta senti-lo. O amor não tem tempo, vive dentro de nós e vai-se aperfeiçoando. Nenhum caso de amor é exemplo para nenhum outro. Se há coisa difícil de explicar é porque se ama alguém, mas também, não são precisas razões para amar. Ama-se e pronto. Às vezes nem se quer, quase nunca... E foi assim quando os lábios se tocaram. Foi como se as duas almas se tivessem misturado tanto que era como se fossem uma só... porque só os meus lábios são iguais aos teus...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Hoje é um dia triste...
O vazio ocupou todos os espaços
e na casa grande e deserta
resta agora apenas o eco dos passos...

Hoje é um dia triste...
duplamente triste...
preciso o teu colo mais do que nunca
só para ficar assim... calada

sábado, 18 de julho de 2009

Às vezes basta um pequeno gesto para finalmente entendermos o que ainda não tínhamos entendido...

Apesar de as coisas terem estado sempre à nossa frente...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Continuo a fingir, dia após dia, que sou uma pessoa normal desde que foste embora...
Pois não sou. Paciência para todos aqueles que querem que eu seja. Não consigo ser.
Os sorrisos escondem-se em memórias que não quero apagar, mas que o tempo se encarrega de ir guardando, aos poucos.
Sinto tanta falta de ti que nem sei dizer em palavras como é...
Acordo muitas vezes na noite escura a sonhar-te ainda aqui...
E quando acordo mais valia ter continuado a dormir.
Porque ainda não sei perder-te. Logo tu, meu Rei, meu Deus, meu tudo.

domingo, 12 de julho de 2009


Sabias a sal e eu fui feliz naquele momento...
Fui feliz quando os teus olhos sorriram para mim a dizerem coisas caladas há muito tempo...
Nunca serás breve porque permanece na minha pele o teu cheiro, mesmo sem querer...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A Lua Cheia mexe comigo... ainda me deslumbra... gosto de ficar a olhá-la demoradamente...
E eu sei que isto soa a piroso mas paciência, porque é mesmo assim.
E já poucas coisas me deslumbram... já poucas coisas mexem comigo...
Mas quando está Lua Cheia parece que fico assim meia nua. O meu corpo despe-se, frágil ao seu lado misterioso. E então desgraço-me, escrevo coisas com o vocabulário da nudez, de mãos dadas contigo dentro de mim. Como esta, por exemplo:

"Ainda me pareces real e ainda sinto o cheiro a fruta fresca no teu sorriso...
Se um dia regressares que seja aos meus olhos, brilhantes de te verem...
Se um dia regressares que seja assim devagar, de respiração pausada e meiga...
Se um dia regressares, meu amor, que eu te regresse também,
dedilhando baixinho no piano melodias breves mas febris..."




segunda-feira, 6 de julho de 2009

As horas não páram.
Vão correndo, pontuais, incansáveis e determinadas...
Levam-nos tudo.
Todos os momentos, tristes ou de contentamento, mas que jamais se recuperam...
Tudo morre a cada minuto. E sempre nos esquecemos de dizer adeus...

domingo, 28 de junho de 2009

Incentivei a esperança... Abracei a fé...

Sei que um dia serás meu, não me perguntes porquê, apenas sei...

E sei porque sinto o teu cheiro nas artérias que me irrigam os sentidos...

E sei porque ouço o teu toque entre os horários mudos dos dias...


sábado, 27 de junho de 2009



Era longe quando te soube dentro de mim...

Em terras distantes comprei-te umas meias verdes e abracei-te até hoje...

Quando nasceste trazias a boca desenhada de teu avô e como ele quero ver-te sorrir sempre, ainda que por vezes não seja fácil sorrir...

Levo-te ao colo para o mundo dos adultos onde terei que te largar... devagar... a passos lentos... com todo o tempo do mundo...

Celebro contigo cada som, cada verso, cada cheiro, cor ou traço... de tanto te amar e mais ainda!

Obrigada, filho!

sábado, 20 de junho de 2009

Eras tu afinal sempre.
Descubro que nunca partiste...
Tenho os braços pesados de todos estes abraços por te dar
e o peito cansado, deste amor, sem rede e triste...

Afogada em cicatrizes mal curadas
acordo, de um sonho, na noite quente...
onde o mar irrompe, sem convite, os meus lençóis
e sinto os teus lábios de veludo novamente...

E é sempre assim a toda a hora:
vou-te sonhando e morrendo...
e sigo de mãos dadas com o peso deste amor
às vezes chorando, outras, renascendo...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O que hoje parece desnecessário amanhã pode ser indispensável...
Parece-me contudo que existem alguns "desnecessários" que o serão para toda a vida...

terça-feira, 2 de junho de 2009



Ai pai... porque me ensinaste a ter a alma na boca?...

Pela primeira vez tinha tantas imagens para este post que me foi difícil escolher e, pela primeira vez, um só post vai ilustrado com várias imagens.
Num espaço de quatro dias os meus filhos foram vìtimas de tentativa de assalto, em pleno dia, depois de terem saído da escola. Nenhum polícia no local...


Num bairro meu amigo no espaço de um mês foram assaltadas três moradias. Ainda não foi lá colocada qualquer tipo de vigilância que tranquilize/proteja os moradores, na maioria idosos...





À porta da minha escola são frequentemente molestados alunos e também já aconteceu alguns professores serem vítimas de encarregados de educação enraivecidos... no police...


A quem serve então a Polícia de Segurança Pública?!...
Qual o público que sente seguro?
Talvez os assaltantes ainda a monte...

Mas os condutores que se cuidem... caso tenham transgredido e praticado um delito menor e se dirigirem voluntária e civicamente à esquadra a fim de cumprirem o pagamento das suas infracções, correm o risco de serem tratados como os criminosos que "os da segurança pública" não conseguem apanhar...



Bem dizia o meu santo pai... que as fachadas não servem para nada...e escondem muitas vezes más índoles, maus princípios e péssimas condutas...
E cala-te boca, senão ainda vais presa...
Este é o mundo que temos... por isso eu sou de outro...