
Li há pouco tempo que se amarmos seremos amados, se dermos receberemos...
Será?!
E se magoarmos seremos magoados?
Nah... já viram como seria a Vida justa se assim fosse?
Este não foi um ano fácil. Foi Outono sempre. Cada hora era hora de naufrágio.
Voa, meu beija-flor, voa hoje um pouco mais longe...
Quando eu morrer quero encontrar-te.
OBRIGADA a todos os amigos, que neste Natal tentaram com seus gestos e palavras, diminuir um pouco a estranheza de ser o primeiro.
Este vai ser um Natal diferente...
Há muito tempo que não escrevo... deixei passar o dia de anos do Martim... Que dizer?... Que os anos passam e que nem damos por eles e que de repente os bébés se fazem crianças e adolescentes e um dia serão Homens... e que tudo passa depressa demais.
Acabei de ler um livro de neurobiologia em que eram referidas, constantemente, as relações directas entre aquilo a que chamamos "físico" e aquilo a que chamamos "psicológico".
Faz hoje 6 meses que o meu pai morreu. Desde então tem-se tornado cada vez mais difícil lidar com perdas irreversíveis. A morte do meu pai fez-me sentir na pele uma revolta contra o tempo, que nos rouba definitivamente momentos bons e felizes, para sempre intocáveis. Acordo muitas vezes a chorar por esses momentos.
Há quem diga que as pessoas nunca mudam. Pois não concordo. Acredito que muito da nossa essência se mantém, mas mal seria de nós se não evoluíssemos nunca.
O pai e a filha iam de mãos dadas. Dadas um ao outro. Ela dava-lhe a mão como que a pedir colo... ele dava-lhe a mão como se fosse uma casa... uma casa grande e segura onde tudo era bom e terno. E sorriam um ao outro de mãos dadas.
- Fala-me dele, falas?
Continuo a fingir, dia após dia, que sou uma pessoa normal desde que foste embora...
A Lua Cheia mexe comigo... ainda me deslumbra... gosto de ficar a olhá-la demoradamente...
Era longe quando te soube dentro de mim...
Em terras distantes comprei-te umas meias verdes e abracei-te até hoje...
Quando nasceste trazias a boca desenhada de teu avô e como ele quero ver-te sorrir sempre, ainda que por vezes não seja fácil sorrir...
Levo-te ao colo para o mundo dos adultos onde terei que te largar... devagar... a passos lentos... com todo o tempo do mundo...
Celebro contigo cada som, cada verso, cada cheiro, cor ou traço... de tanto te amar e mais ainda!
Obrigada, filho!
Eras tu afinal sempre.
Pela primeira vez tinha tantas imagens para este post que me foi difícil escolher e, pela primeira vez, um só post vai ilustrado com várias imagens.
Num bairro meu amigo no espaço de um mês foram assaltadas três moradias. Ainda não foi lá colocada qualquer tipo de vigilância que tranquilize/proteja os moradores, na maioria idosos...