quarta-feira, 28 de maio de 2008



Hoje caíu uma vela, ainda acesa, no meio da noite escura, para o chão de madeira do quarto. O mesmo quarto em que eu via televisão na vossa cama, entre vocês dois. A mesma cama de onde o pai depois me tirava e levava ao colo para o meu quarto. O mesmo pai que hoje pego eu ao colo quando o cérebro o engasga... Hoje caíu uma vela. Incendiou o chão. Daquele quarto. Também meu. Cheio de memórias quentes de infância. Que jamais ardem.

1 comentário:

Ana disse...

É-me cada vez mais difícil traduzir sentimentos por palavras, escritas ou faladas... talvez por isso tenha escolhido esta entrada... que achei mais intensa para deixar o exigido comentário: parabéns por não teres pedido a sensibilidade nem a capacidade de a partilhares...

Beijos