Às vezes é preciso voltar para ver que tomámos a decisão certa em ter partido...segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
É assim o amor puro. Ama com febre, sem limites nem barreiras. Entrega-se incondicionalmente. Basta-se a si mesmo porque deseja apenas amar!Vivam estes amores em extinção!
Devia fundar-se uma associação em prol do amor puro. Como aquelas organizações ambientalistas que defendem os animais e protegem a Natureza.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008

De há tanto tempo caladas, estavam roucas as teclas do meu piano. Como vozes escondidas, silenciadas no peito.
Toquei-lhes ao de leve, quase com medo... responderam sorrindo, contando da saudade de se fazerem ouvir.
Então a casa ficou mais alegre e as crianças riram. Entoando com os olhos cantigas de amor...
segunda-feira, 21 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
A capacidade de entrega é uma qualidade que todas as pessoas têm mas nem todas conseguem usar. Conseguimos entregar-mo-nos de corpo e alma a um trabalho, a um projecto , a uma causa, mas não a uma pessoa. Entregamo-nos sem hesitar a algo, mas não a alguém... Se por um lado entendo, que a necessidade de nos protegermos da desilusão nos impeça, não entendo por outro, que o medo seja mais forte que tudo o resto.Não entendo que coisas mereçam mais de nós do que pessoas...
Hei-de entregar-me sempre. A tudo o que amar. Ainda que a queda doa, justifica o vôo...
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Pai... este sítio onde à noite afogo a alma antes de dormir é o espaço que tenho para te falar, pois que não me ouves... a ti devo o amor, o real, o verdadeiro... o dos livros, dos filmes, acordado e a dormir... eras o "carro da gente" e isso queria dizer o colo, o colo que sempre senti a vida inteira... deixa-me dizer-te, ainda que não me oiças, que a marcha, "a não perder de vista", continua em teu nome... e que, para teu gáudio, tomei de novo o pulso da minha vida... sou os genes que me deixaste e para sempre "o riso depois da mágoa"... Obrigada, gargalhada azul...quarta-feira, 16 de julho de 2008
Aprendemos a conhecer cheiros, sabores, cores e momentos que nos dizem coisas...
Sei de um tempo em que tudo era paz. O relógio teimava em não passar. E eu ali...
Na curva de um tempo que se fez tarde... Hoje uso relógio. Não sei se gosto. Mas uso.
E os minutos avisam-me a cada compasso, do tempo que gasto e do tempo que ganho.
Às vezes, a contratempo, percebo que aquela hora não é a minha. Acerto o relógio ...
e calmamente, repouso na brisa da manhã seguinte à espera da minha hora...
segunda-feira, 14 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Deus leva-nos o que nos é mais querido para que não o tomemos como certo. Gosto de lanchar com as antigas alunas do Colégio de Odivelas. O tempo não parece pesar e tudo o que é importante é a data do lanche seguinte.
Quem dera aprender de uma vez que cada dia é uma benção... Não consigo imaginar ainda uma despedida do meu presente, mas sei que como filha tardia vou ter um dia que saber... Não quero!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Não sei explicar o que é sentar-me aqui e escrever, sabendo que alguém, que não sei quem, poderá ler... Mas sei o que é abandonar-me numa coisa, sem rede, só porque sim...É parecido. De repente a hora pára e apetece "escrevinhar" para fora o que nos vai dentro. E sem pensar no depois, faz-se.
Sou muito assim em tudo. Umas vezes corre bem. Outras nem tanto. Mas acredito e sei que naquelas que são (foram) mesmo importantes, valeu a pena arriscar. Vale sempre. O risco é o traço que deixamos. A cor do nosso pó.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
A mágoa que causamos devia ser devolvida por correio ao remetente.
Talvez assim passassemos a ter mais cuidado com o outro.
Porque quando a dor chega, passa a existir dentro de nós como se tivesse vida própria. E toma conta do nosso sono, da nossa respiração. Torna-se rainha e aniquila a alegria, expulsando-a para outro país... Ficamos assim seus escravos...
E é nesse desespero umbilical causado por uma dor alheia que se instalou, omnipotente, omnipresente... que percebemos o poder das relações humanas.
terça-feira, 10 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Uma página em branco é sempre uma tentação. Ocupá-la de pensamentos e sensações, desenhando letras que nos levarão, de mãos dadas, por caminhos ora belos ora feios, ora alegres ora tristes como uma morte. Olhei a folha. Vazia ali para mim. Lembrei-me de palavras que me levariam a ti. Não quero... quem dera os pensamentos tirassem férias, quanto mais cravá-los numa folha, em traços fortes, de uma tinta inapagável como tu...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
sábado, 31 de maio de 2008
A vida é uma enorme loucura...Saber sentir não é fácil
e perdemos muitas vezes o sabor das coisas.
Mas hoje deste-me a seda leve
numa hora linda
e a tarde cresceu como nunca...
Fizeste-me lembrar
que houve um tempo
em que não podia amar-te mais,
porque não havia mais...
fizeste-me ver a pessoa que conheço
e amo ainda...
nas horas de seda como a de hoje.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008

Hoje caíu uma vela, ainda acesa, no meio da noite escura, para o chão de madeira do quarto. O mesmo quarto em que eu via televisão na vossa cama, entre vocês dois. A mesma cama de onde o pai depois me tirava e levava ao colo para o meu quarto. O mesmo pai que hoje pego eu ao colo quando o cérebro o engasga... Hoje caíu uma vela. Incendiou o chão. Daquele quarto. Também meu. Cheio de memórias quentes de infância. Que jamais ardem.
segunda-feira, 26 de maio de 2008

Amar-te e não te ter é como parir um nado-morto. É conceber um amor para a vida toda, senti-lo na pele desde as entranhas, modificar corpo e alma em seu nome, dedicar-lhe voluntariamente todo o nosso tempo na Terra... e depois morrer...
Cinzenta ficou a cor do mar, do céu e do sol. Cinzentos ficaram os meus dias e as minhas noites que não se distinguem. Cinzentas são as estrelas já sem luz e o meu quarto, outrora azul...
Pinta-me um quadro, amor. Enche-o de cores e diz que me amas. Beija-me a nuca, trinca-me e coça-me as costas.
Volta a pôr as cores no seu lugar, por favor... O azul no céu, o amarelo no sol, o vermelho no sangue... Sem cores a vida é apenas um monte de restos mortais...
Agarra, meu Rei, nas tuas cores e volta a espalhá-las nos meus dias.
As crianças gostam do arco-íris...

Hoje sonhei contigo. Tinhas ao pé de ti um cão enorme que não deixava que ninguém se aproximasse de ti. Tinhas um olhar triste. Muito triste. Tentei aproximar-me por vários ângulos mas nunca consegui...
Acordei com o rosnar do cão e o coração aos pulos. Tentei voltar a dormir mas era impossível. Não me saía da cabeça o teu olhar triste. Deu-me uma vontade louca de pegar no telefone e marcar o teu número. Mas já aprendi que não o devo fazer... correndo o risco de seres tu a rosnar-me...
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