terça-feira, 18 de abril de 2017



Não sei o caminho  mas ouço chegar o Verão.
Terá folhas novas certamente...
Seguirei junto ao rio, infantil e nua,
pousando os olhos na poesia demoradamente.
Não sei o caminho mas vejo o mar a Sul e meu...
A medo seguirei com o vento, meu irmão
sonhando que à frente uma outra casa se ergueu
e me espera um filho de outra estação.

sábado, 7 de junho de 2014

Às vezes sou um ramo.
Um ramo onde pousas para descansar.
Ou somente para me ouvir.
Ou somente para cantar.

domingo, 2 de março de 2014

Não há palavras para as cores...
Talvez um som...
Talvez um som seja a melhor forma de dizer o azul...


quarta-feira, 4 de setembro de 2013


Gosto daqueles abraços em que os olhos se fecham sem querer...
Existe uma certa beleza no não olhar...
É como se de repente ouvisse o mar
no peito encostado, a se perder...

terça-feira, 3 de setembro de 2013


Eu estava lá. 
E hoje aprendi como o sol pode ser dois.

sábado, 13 de julho de 2013


E de novo do luto se fez esperança
dos olhos rasos alegria de criança
infinitas aves numa harmoniosa dança
e eu ali...


Eu ali com estas mãos que te lêem 
esta boca onde entras sempre pela primeira vez
estes braços tua cama
este peito em chama
pintando o céu em total embriagez


sábado, 13 de outubro de 2012

Medo...

É o medo...
É o medo que hoje em mim mora...
Como traçoeiras mãos que me sufocam
e assim te afastam mais e mais...

domingo, 2 de setembro de 2012

De novo...


E de novo me sento em contemplação em frente ao mar.
Estas mesmas ondas que te trazem na brisa.
Respiro fundo. Muito fundo.
Como se quisesse beber-te...
E de novo me invades o peito e renovas...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Quando vejo um beijo é sempre o teu que vejo...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Para ti...

"Tu não prestas mesmo.
Não falas a linguagem das crianças nem entendes as urgências do coração.
Mentes, enganas, ultrajas, usas, magoas, maltratas, jogas e destróis.
Não tens valores nem caráter.
E eu sinto-me a pessoa mais estúpida deste mundo por ter caído na tua rede e acreditado em ti.
Não passei de um passaporte para atingires os teus fins.
Mas hoje despeço-me de ti.
Os teus beijos deixarão de ser a minha casa. O teu cheiro passará a ser um estranho. E a lua jamais será tua. E eu, lamento profundamente tê-lo sido.
Não passas de uma fraude. Uma mentira. E eu, não passo de uma criança que ainda acredita em fadas e no Pai Natal."

(in " Os teus beijos deixarão de ser a minha casa" )

terça-feira, 8 de maio de 2012

A vida não pára de nos surpreender nunca.
Pergunto-me como é possível que um dia descubramos que afinal, alguém ao nosso lado há muito tempo, não passa de um estranho?
Que em vez de meigo e bondoso é afinal frio e cruel?
Isto faz-me pensar se não seremos nós os culpados. Se não fomos nós que sempre olhamos as pessoas como gostaríamos que elas fossem...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Perseguir a esperança até à última gota de suor...
Amar, amar sem medo ou fronteira...
Ter o mar no peito sempre em jeito de rebentação...
E abraçar sempre como quem beija...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quem procura evitar o luto desonra a alma...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano Novo...

Eis o futuro que hoje começa!
É tempo de falar a língua das crianças, de inventar mimos e ouvir as urgências do coração.
É tempo de deixar de acumular remorsos e abraçar esperanças.
Não me importa que o meu coração tropece no seu próprio sangue se for feliz e conhecer o amor.
É tempo de gritar bem alto: EU QUERO SER CLIENTE DO LADO BOM DA VIDA!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gosto de acreditar nas coisas simples que me fazem sorrir como carícias...
Gosto do que permanece num final de tarde de Verão, o sol e o mar abraçados numa brisa quente...
Gosto da dança dos dedos enrolando os cabelos que se fazem espuma...
Gosto da minha criança cúmplice dos cheiros e das cores e da música tão rente à vida...
E destas mãos que trago, abertas sempre ao azul...
Estas mãos que afagam, abraçam, acolhem e percorrem teclas ou páginas...
As mesmas mãos que choram quando acaba o Verão...
As mãos simples de uma criança...
Um pequeno fio de água que se recusa a ser mar...

domingo, 16 de outubro de 2011

É Hoje!

É hoje que os abraços não são demais e a força fraqueja.
É hoje que chamo amigo a quem comigo estiver.
É hoje. Porque amanhã é sempre tarde demais.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não posso amar-te mais

Não posso amar-te mais.
Aqui estou, rodeada de soluços calados, perguntas, sangue e insónias. E medo.
Com esta ternura surda dentro de mim e o coração na boca, perto do mar dos meus olhos.
Não posso amar-te mais.
Acordo e adormeço todos os dias em ti.
Passo o dia a varrer as nuvens que te rodeiam.
E quando chega a noite transformo em prece o desejo de te ver sorrir e livre.
És tu, marinheiro de águas selvagens, o herói deste navio onde embarcamos.
Pego-te ao colo, devagarinho... muito devagarinho...e conto-te coisas de amor.
De esperança. De cores.
E sorrimos um no outro. Eu sei.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Acordo e tropeço logo no meu amor por ti.
Por isso são para ti estas palavras.
Por tua causa hoje as ruas parecem maiores.
Por tua causa nada mais será o mesmo.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011



O amor não é massacrar, pressionar, desconfiar, perseguir, maltratar, acusar, rebaixar, magoar, ofender, manipular, prender, controlar, fazer doer...



É antes esta dança que se sente sem rede, deus ou lei...

São palavras ternas como uma música suave...

É o sol apagado na ausência de quem se ama...

É o querer cuidar, cuidar, cuidar...

É rir das vitórias e chorar com as derrotas...

É pegar ao colo e embalar...

É admirar...

É confiar...

É querer bem, querer bem, querer bem...

É morrer naquela boca...

É dar as mãos e entrar um no outro...

É partilha... é caminho...

É fazer...

É encontro...

São dois seres que um no outro se perfumam...

É beijar os olhos por dentro...

É proteger, proteger, proteger...

É deixar livre...

É ter um peito de lua cheia...

É o céu e nada mais.